Aplicativos de ponto eletrônico ajudam a controlar a jornada durante o home office

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Ferramentas de marcação de ponto digital são soluções para acompanhar a jornada de trabalho dos funcionários ·

Desde que a pandemia começou, muitas pessoas estão trabalhando em home office. Foi uma medida que as empresas adotaram para proteger os funcionários do novo coronavírus.

No entanto, para acompanhar o controle das horas trabalhadas, os aplicativos de marcação de ponto à distância foram adotados pelas empresas. Mas como funciona? Assim como o relógio de ponto tradicional, as ferramentas registram o início e o fim da jornada de trabalho. A diferença está no formato em que a marcação é feita: pelo celular, computador ou tablet.

Embora a legislação não determine a obrigatoriedade da marcação de ponto durante o teletrabalho, houve aumento da procura por esses serviços.

Segundo ThomasCarlsen, diretor de operações do Mywork, startup de desenvolvimento de software de recursos humanos, houve um aumento de 80% na busca pelo serviço na empresa. "A gente aumentou 20% da equipe comercial para dar conta das novas vendas", diz Carlsen.

O mesmo aconteceu na startup MarQPonto, empresa de sistema de controle de ponto eletrônico online. "Em abril, tivemos um crescimento de 40%", afirma ThiagoAlves, sócio da MarQPonto.

DanielYorran, executivo da PontoCertificado, serviço de marcação de ponto digital da Stefanini, disse que a procura pelo produto cresceu em torno de 300%. "A demanda foi grande durante a pandemia", diz.

GuilhermeStefanini, diretor de novos negócios da Stefanini, conta que as empresas tiveram mais interesse nas ferramenta por ser um momento mais desafiador. "Agora, com muita gente [trabalhando] remoto, a ferramenta ganha mais interesse por parte das empresas.

Podemos ajudar o gestor a ter mais tranquilidade sabendo que a parte de ponto, de horário está sendo compilada", afirma Stefanini.

Veja como funciona:

MarQPonto

A marcação do ponto pode ser feita por reconhecimento facial. O sistema capta o dia, horário e localização. No entanto, o funcionário pode não permitir a captura da localização. "O usuário precisa aceitar os termos de uso.

Se ele não quiser permitir a geolocalização, ele marca normal, e a empresa recebe um aviso da não autorização", diz ThiagoAlves, sócio da MarQPonto. Os gestores podem acompanhar as informações em tempo real.

Hoje, cerca de 15 mil funcionários usam o aplicativo. A MarQPonto tem três planos de assinatura: o plano executivo, que cobra R$ 6 por funcionário para empresas que possuem entre 11 e 100 colaboradores, o plano básico, que custa R$ 54 por mês no plano semestral e o premium, indicado para empresas com mais de 100 funcionários. Neste último, o preço é sob consulta.

Mywork

Após a empresa cadastrar o funcionário, ele já consegue fazer a marcação de ponto no celular, computador ou tablet. "Quando o colaborador bate o ponto, o sistema capta a localização, o horário e captura uma foto para garantir que é a pessoa correta", afirma o diretor de operações do Mywork. S

egundo ele, a coleta dos dados não fere a privacidade dos usuários. "A ferramenta só captura a localização no momento da batida do ponto", diz. As empresas também têm a opção de definir a região que o funcionário pode bater o ponto. O preço varia de acordo com a quantidade de funcionários, mas tem planos a partir de R$ 5 por funcionário.

Ponto Certificado

O PontoCertificadoStefanini capta a biometria facial, a data, o horário, o local do ponto e as atividades realizadas durante o expediente pelo funcionário.

A ferramenta funciona como um relógio de ponto tradicional só que online. As informações podem ser acessadas em tempo real pelo usuário e pelo gestor. "Nós usamos uma camada de tecnologia de certificação digital — a mesma segurança usada, por exemplo, numa sentença judicial, ou em uma nota fiscal eletrônica", afirma DanielYorran, executivo da PontoCertificado.

Fonte:epocanegocios.globo.com